12/03/2026
Como o Fisco acompanha as movimentações das empresas?
Hoje grande parte das transações financeiras deixa registros digitais.
Pix, cartão, transferências e sistemas bancários permitem que os órgãos fiscais façam o chamado cruzamento de dados.
Isso significa que informações de diferentes fontes podem ser comparadas, como por exemplo:
• Vendas registradas nas maquininhas de cartão. (desde 2003, as operadoras de cartões enviam a Decred à Receita quando os valores mensais passam de R$ 5.000,00 para pessoa física e R$ 10.000,00 para pessoa jurídica.)
• Fintechs. (desde 2015, fintechs como o Inter, Nubank, PicPay e Marcado Pago enviam dados para a e-financeira quando as movimentações mensais ultrapassam R$ 2.000,00 para pessoa física, e R$ 6.000,00 para pessoa jurídica.)
• Transações via Pix. (vale lembrar que não existe imposto sobre Pix. O que ocorre é o monitoramento das movimentações para identificar possíveis inconsistências entre o dinheiro recebido e as informações declaradas pela empresa.)
• Notas fiscais emitidas.
• Declarações enviadas ao Fisco. (além da Receita Federal, os estados e municípios também fiscalizam com a DIMP - Declaração de Informações de Meios de Pagamentos - que obriga bancos e marketplaces a reportar dados independentemente do valor.)
Quando esses dados não são compatíveis, podem surgir alertas ou questionamentos fiscais para verificar se o faturamento foi corretamente declarado. Se a Receita encontrar inconsistências, haverá um prazo de 60 a 90 dias para auto regularização. Se essas inconsistências não forem corrigidas, ocorre a expulsão do Simples Nacional e cobrança retroativa de valores.
Por isso, manter a organização financeira e emitir notas fiscais corretamente é fundamental para evitar problemas futuros.
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