12/06/2026
Eu costumo dizer que nunca estivemos tão conectados quanto agora. Basta olhar ao redor. No trabalho, em casa ou até no transporte público, o celular se tornou parte da nossa rotina. A qualquer momento estamos trocando mensagens, participando de reuniões online, assistindo a vídeos ou resolvendo questões do dia a dia pelo smartphone. Com tudo isso em mente, sempre me faço uma pergunta: o Brasil está preparado para sustentar toda essa hiperconectividade?
Os números mostram o tamanho dessa transformação. A 36ª edição da Pesquisa Anual do FGVcia sobre o Mercado Brasileiro de TI e Uso nas Empresas, divulgada em 2025, indica que o país possui cerca de 272 milhões de smartphones em uso, o que representa aproximadamente 1,3 aparelho por habitante. Na prática, já temos mais celulares do que pessoas no Brasil.
Para mim, esse dado diz muito sobre a forma como a tecnologia passou a fazer parte da vida dos brasileiros. São milhões de pessoas conectadas ao mesmo tempo, utilizando aplicativos, fazendo chamadas de vídeo, comprando online ou acessando serviços digitais. Quanto maior esse volume de conexões simultâneas, maior também é a pressão sobre as redes de telecomunicações.
Ao mesmo tempo, percebo que a expectativa por qualidade de conexão também mudou. Hoje ninguém quer esperar uma página carregar ou lidar com instabilidade em uma reunião virtual. Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações, no final de 2025 o Brasil terá cerca de 57,8 milhões de acessos ativos ao 5G, um crescimento de 45,2% em relação a dezembro de 2024. Esse avanço mostra que a demanda por velocidade e estabilidade só tende a aumentar.
Na minha visão, a conectividade deixou de ser apenas um suporte tecnológico para as empresas. Ela passou a influenciar diretamente a forma como os negócios funcionam. Hoje muitas decisões são tomadas em tempo real, sistemas operam em nuvem e boa parte do relacionamento com clientes acontece em plataformas digitais.
Fonte: Contabeis.com