14/05/2022
Os números do primeiro trimestre de 2022 da Petrobras (PETR3;PETR4) foram bastante expressivos. A companhia registrou um lucro líquido de R$ 44,561 bilhões no primeiro trimestre de 2022 (1T22), uma alta de 3.718%, frente os R$ 1,167 bilhão de um ano antes – equivalente a um aumento de mais de 38 vezes. O consenso da Refinitiv previa lucro de R$ 37,16 bilhões.
Analistas ainda destacaram o forte lucro antes juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) recorrente ajustado da companhia, que ficou em R$ 78,2 bilhões, superando em 5% as estimativas do Itaú BBA, por exemplo e em 7% as projeções do Bradesco BBI.
“O destaque positivo foi, mais uma vez, a parte de exploração e produção (E&P), aponta o BBI. A XP também ressaltou que a superação das estimativas (em 14% frente as projeções da casa) se deu em função da margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida) do Refino, transporte e comercialização (RTC) acima do esperado, devido ao maior efeito positivo do giro de estoque entre os trimestres.
O FCL (caixa líquido gerado pelas atividades operacionais – capex) foi de US$ 7,9 bilhões (9% yield, 36% anualizado), e a Petrobras também contou com US$ 1,7 bilhão em desinvestimentos. A dívida bruta foi de US$ 58,5 bilhões (basicamente estável no trimestre), enquanto o caixa e equivalentes encerraram o trimestre em US$ 18,5 bilhões.
A XP pondera, fazendo uma análise geral dos resultados que, embora o Ebitda tenha ficado acima dos seus números, isso foi principalmente um efeito do giro de estoque. No entanto, este foi mais um trimestre com margens saudáveis e geração de caixa robusta. “Os dividendos estão proporcionando aos investidores um bom retorno total sobre as ações, apesar do ruído político que mantém os preços das ações (e múltiplos) reprimidos”, avaliam.
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