28/12/2015
Bom dia pessoal, hoje vamos falar mais um pouco sobre inflação e outros índices.
Comentamos sobre o IPCA, um dos índices que mede a inflação, feito pelo IBGE.
O IGPM também é muito utilizado, elaborado pela Fundação Getúlio Vargas.
A taxa SELIC é basicamente a taxa de juros que o governo paga para emprestar dinheiro para suprir seu déficit, a partir dela os bancos ajustam suas taxas de juros.
Uma das maneiras para tentar controlar a inflação é o aumento da Selic, pois o crédito se torna mais caro e teoricamente a população consome menos, para quem possui dinheiro o investimento se torna mais vantajoso com altas taxas, desestimulando o consumo e diminuindo a inflação.
Ou seja, para quem precisa de dinheiro emprestado o juros é maior, por outro lado quem empresta dinheiro ao Tesouro ou bancos recebe mais, atualmente encontramos diversas aplicações em renda fixa com taxas pré-fixadas pagando mais de 19% ao ano, ou pós-fixadas pagando mais de 120% do CDI, seu capital dobra em menos de 5 anos de investimento.
CDI é a taxa paga pelos bancos quando investimos, seu valor é sempre bem próximo da Selic, hoje temos a Selic em 14,15% e CDI em 14,14%.
Um dos problemas da inflação alta surge aí, o empresário que possui capital para investir em melhorias na sua empresa como aumento de produção e geração de empregos se torna receoso pois a população vai consumir menos e pode se ter um bom retorno investindo o capital, e para o empresário que depende de crédito ele se torna mais caro, inviabilizando suas melhorias.
Infelizmente nos acostumamos com um grande aumento de crédito que ocorreu nos últimos anos:
Cartões de crédito com limites maiores do que o salário mensal, viagens parceladas, automóveis em 72 parcelas sem entrada, imóveis com financiamentos em 35 anos, etc.
E como bom brasileiros, acostumados a lucrar facilmente surgiu o superfaturamento de carros, imóveis, etc.
Nosso poder de compra não aumentou, apenas criaram um crédito que deu acesso a esses bens, onde olhamos apenas se o valor da parcela cabe no nosso orçamento, esquecendo dos valores absurdos cobrados e das taxas de juros ainda maiores.
Me lembro quando surgiu o programa Minha Casa Minha Vida, inicialmente com subsídios de R$ 17.500,00 para imóveis de até R$ 90.000 se não me engano.
Automaticamente TODOS imóveis passaram a custar 90.000 e em torno de 5 anos a mesma casa que era vendida por R$ 70.000 hoje esta anunciada por R$ 225.000 que é o novo teto do Minha Casa Minha Vida.
Quem comprou seu imóvel no ínicio fez um bom negócio, pois as taxas de juros são baixíssimas (subsidiadas pelo governo) e o valor do imóvel era bom.
Agora uma pergunta, esse acesso fácil ao crédito e superfaturamento dos imóveis beneficiou quem?