13/01/2026
“Quem ganha até R$ 5 mil não paga mais Imposto de Renda.” Você provavelmente ouviu isso por aí.
E muita gente entendeu como:
👉 pronto, estou isento e acabou.
Mas não é bem assim.
A partir de 2026 a regra foi ajustada para aliviar quem ganha menos — mas sem transformar tudo em isenção automática.
Funciona assim:
Se você recebe até R$ 5.000 por mês, o imposto pode ficar zerado.
Isso acontece por um cálculo de REDUÇÃO do imposto, não por uma ISENÇÃO definitiva.
Ou seja:
depende da sua renda mês a mês e do que você recebeu no ano inteiro.
Quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350,00 também tem benefício, mas parcial.
Quanto mais perto dos R$ 5 mil, maior o desconto.
Passou disso, a cobrança volta ao normal, seguindo a tabela progressiva.
No cálculo anual, a lógica é parecida:
Até R$ 60 mil no ano: o IR anual pode zerar.
De R$ 60.000,01 a R$ 88.200,00: o desconto vai diminuindo aos poucos.
🔎Agora vem o ponto de atenção 👀
Se você:
tem mais de uma fonte de renda
é autônomo
recebe bônus, extras ou valores diversos
precisa ficar ainda mais atento.
Se você, por exemplo, tem 2 fontes de renda e recebe R$ 4mil de cada, não haverá desconto em nenhum dos pagamentos no mês.
Mas, na apuração anual, a soma das rendas ultrapassa o limite.
Resultado: imposto não retido no mês, pode ser cobrado na declaração. Então fique atento.
📌 No fim das contas, o Imposto de Renda não começa na declaração. Ele começa na forma como você recebe seu dinheiro ao longo do ano.
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