21/08/2026
Doação para eles — parasitas para nós.
Enquanto o presidente antecipou parte da herança para seus filhos, os nossos herdeiros foram chamados de parasitas. E os seus, foram protegidos por um planejamento sucessório.
Enquanto o presidente afirmou que o imposto sobre herança era baixo e que ninguém devolvia nada ao Estado, nós somos levados a acreditar que deixar patrimônio para nossos filhos é quase um privilégio que precisa ser combatido.
Para eles, antecipar a herança é organização patrimonial.
Para nós, é concentração de riqueza.
Para eles, proteger os filhos é planejamento.
Para nós, nossos filhos são apresentados como herdeiros que receberam aquilo que não construíram e, por isso, deveriam entregar uma parcela cada vez maior ao Estado.
Mas existe algo que esse discurso convenientemente esquece: a herança não começa no herdeiro. Ela começa em quem trabalhou para construí-la.
Antes daquele imóvel, daquela empresa ou daquele patrimônio chegar aos filhos, houve alguém que trabalhou, empreendeu, assumiu riscos, economizou e pagou impostos durante décadas.
O presidente fez aquilo que qualquer pai que construiu patrimônio tem o direito de fazer: pensou nos seus filhos e organizou a sua sucessão.
A pergunta é simples:
se ele pode proteger o futuro dos herdeiros dele, por que nós deveríamos nos sentir culpados por proteger o futuro dos nossos?