25/09/2021
Por que outubro pode ser um@mês decisivo para o Bitcoin chegar a US$100 mil, segundo especialistas.
SÃO PAULO – A mais recente medida do governo chinês contra o mercado de criptomoedas não abalou o preço do Bitcoin (BTC) na mesma proporção da crise instalada em maio deste ano, e foi ainda menor a sua capacidade de derrubar expectativas dos mais otimistas para outubro.
Por Paula Barra.
O mês que se avizinha é historicamente de alta para o Bitcoin, e a crença de que o ciclo atual ainda não teve fim alimenta as esperanças de que novas máximas podem chegar ainda em 2021. Uma das âncoras dessa ideia é o tamanho menor da disparada de preço da criptomoeda até aqui na comparação com os últimos ciclos de alta.
O movimento que fez o Bitcoin disparar mais de seis vezes, de cerca de US$ 10.600 em 1º de outubro de 2020 para quase US$ 65.000 em abril de 2021, na visão de alguns analistas, deveria ser pelo menos igual ao de anos anteriores – e, como não foi, o ciclo ainda não estaria completo.
Segundo estimativas do analista técnico e fundador da Enfoque, Fausto Botelho, a valorização do primeiro ciclo do Bitcoin aplicada ao mercado atual levaria o preço para pelo menos US$ 1 milhão. Já uma projeção mais conservadora, levando em conta o rali que culminou no final de 2017, aponta que o topo do ciclo em curso estaria entre US$ 100 mil e US$ 200 mil.
Mas, de onde viria o dinheiro? Para alguns analistas, a resposta é clara: grandes fundos de investimento já estão expostos ou de olho no Bitcoin, e o que não falta é capital parado em instrumentos de baixo rendimento pronto para ser alocado em cripto.
“O investimento de fundos de Venture Capital em empresas de cripto está em um nível surreal, com empresas fazendo rounds de 200, 500, 800 milhões de dólares. É dinheiro para contratar gente, há uma fuga de cérebros de mercado financeiro e tech para cripto”, aponta Bruno Sousa, Diretor Jurídico e de Compliance da Hashdex.
Os números não são exagero. Apenas na semana que passou, fundos de Venture Capital investiram US$ 200 milhões em um novo projeto de rede social com uso de criptomoeda, e outros US$ 431 milhões na mineradora Genesis Digital Assets.