07/09/2021
Um dos melhores livros que já li. Numa daquelas maravilhosas surpresas.
Eddie conta a sua história, um sobrevivente do Holocausto, um judeu alemão nascido em 1920. Em 1938 foi retirado à força de sua casa e separado da sua família, para somente em 1945 ter sua liberdade de volta. 7 anos sendo tratado como lixo, como escória.
Impossível não se comover com a sua história.
E também traçar um paralelo com nossa situação atual. Nos desesperamos com a pandemia, de ter que f**ar em casa, de não poder sair, de saudades dos rolês e etc. Tem até quem ache que estamos vivendo o período mais difícil da história do mundo…
Se pra você é ruim f**ar em casa, imagine então ser arrancado aos pontapés dela. Você perder todas suas posses, do dia pra noite. Você ser separado da sua família. Você ver seus pais subindo num trem com passagem direto para a morte.
Imagine você ser obrigado a trabalhar, num frio de -20 graus. Comendo um copo de café com um pedaço de pão durante o dia. Você não sabe se morre de frio, de fome, ou espancado por um nazista.
O que estamos vivendo não é nada.
Somente agradeça por estar vivendo nessa época, onde nossa maior preocupação é quem será o 💩 que nos governará.
O mais louco da história do Eddie é que as pessoas que tratavam os judeus como escória, eram pessoas que cresceram com eles, estudaram com eles, trabalhavam com eles… eram pessoa comuns, como eu e você, dominadas por um ódio cegante. Um ódio sem sentido.
Um ódio enorme por quem pensa diferente de você.
E como ele mesmo diz, são pessoas fracas. Quem se deixa levar pelo ódio, que entra na onda desse discurso, são as pessoas fracas.
E é isso que acontece hoje, em pleno 2021. Milhares de pessoas tomadas pelo ódio. Seja ódio pelos “bolsominion” ou ódio pelos “lulalivre”.
“Mas Matheus, se não mostrar esse ódio o PT volta”. “Mas Matheus, se não tiver ódio o Bozo continua..”.
Leia a mensagem que o Eddie, seu futuro novo amigo, tem para você. Você entenderá que esse ódio é sem sentido.
Eddie, com seus 100 anos, sabe o que é o mal de verdade. Ainda assim, se considera o homem mais feliz do mundo.