03/09/2015
Resumo do Mercado Financeiro – ago/15
Em agosto, novamente dólar e euro apresentaram forte valorização: 7,45% e 9,07%, respectivamente. Já o Ibovespa, apresentou mais uma queda acentuada: -8,33%. Na renda fixa, o CDI e a taxa Selic renderam 1,11%, enquanto a poupança rendeu 0,69%.
Neste último mês, o índice Bovespa encerrou aos 46.625 pontos. Com isto, passa a apresentar queda de 6,76% no ano e rentabilidades de -23,92% em 12 meses e -6,76% em 24 meses. Em 24 de agosto, o índice encerrou o dia em 44.336 pontos, a menor pontuação desde 8 de abril de 2009, há pouco mais de seis anos.
O Ibovespa permaneceu no terreno negativo por todo o mês, chegando a acumular perda de 12,83% em 24/ago, mas conseguiu reverter parte das perdas com duas fortes altas de 3,35% e 3,64% nos dias 26 e 27. O pior dia do mês foi justamente o dia 24, quando a bolsa caiu 3,03%.
O dólar comercial (PTAX 800 venda) encerrou mais um mês com forte valorização: 7,45%, cotado a R$ 3,6467, maior valor desde 14 de fevereiro de 2003, quando esteve cotado a R$ 3,6580. Com isto, a valorização no ano já chega a 37,29% e 62,83% em 12 meses.
O dólar passou todo o mês em alta, chegando ao ápice no ultimo dia, quando valorizou 1,89%, o que levou a uma alta acumulada de 7,45%. A maior alta ocorreu no dia 26 com 2,78% e a maior baixa foi no dia 27 com -2,12%.
Em relação ao Euro, também houve forte valorização frente ao Real, de 9,07%, encerrando o mês com a cotação de 4,0825, maior valor ao final de um mês desde a introdução desta moeda em 1999. No ano, a valorização é de 26,51% e, em 12 meses, de 38,61%. No dia 26 de agosto, a cotação chegou a R$ 4,1379.
O Euro permaneceu no terreno positivo durante todo o mês, encerrando-o com valorização acumulada de 9,07%. No dia 26, a valorização acumulada chegou a 10,55%. A maior valorização diária foi de 3,69% no dia 24 e a maior baixa ocorreu no dia 27 com -3,45%.
Em relação aos indicadores financeiros de renda fixa, o CDI rendeu 1,11% no mês, acumulando 8,35% em 2015 e 12,34% em 12 meses. A taxa Selic rendeu também 1,11% no mês, 8,37% no ano e 12,39% em 12 meses. Já a poupança nova entre 1º de agosto e 1º de setembro de 2015 rendeu 0,69%. Em 12 meses, entre 1º de setembro de 2014 e 1º de setembro de 2015, a rentabilidade foi de 7,66%. No ano, o rendimento é de 5,17% apenas, muito abaixo do IPCA acumulado esperado pelo mercado para estes 8 meses de 2015, que é de 7,07%.
Quanto aos índices de inflação, o IGP-M apresentou variação positiva de 0,28% em ago/15 e 7,55% nos últimos 12 meses. Já a expectativa de mercado em relação ao IPCA é de alta de 0,23% no mês (divulgado pelo Comitê de Acompanhamento Macroeconômico da Anbima), o que geraria uma variação em 12 meses de 9,54%, bastante acima do teto da meta de inflação, que é de 6,50%. Teto, aliás, que já foi ultrapassado em julho, já que a variação acumulada chegou a 6,83% nos primeiros 7 meses. A divulgação do IPCA de agosto será realizada em 10 de setembro de 2015.
Acompanhe as rentabilidades mensais dos principais indicadores financeiros na tabela abaixo.
Rentabilidades mensais
CDI e Selic tiveram rendimento maior em ago/2015, 1,11% para ambos, na comparação com ago/2014, quando renderam apenas 0,86% e 0,87%. A poupança também rendeu mais do que há um ano atrás: 0,69% x 0,56%. Já o Ibovespa, o desempenho neste mês foi muito pior do que em ago/14: -8,33% x 9,78%. Veja mais informações na tabela abaixo.
Rentabilidades anuais
Nos últimos 4 anos, o Ibovespa teve alta em apenas um ano, 2012 (7,40%) e, ao que parece, deve fechar o ano com perdas novamente. Já o dólar e o euro tiveram altas em todos estes 4 últimos anos, além deste 2015. Acompanhe os resultados anuais destes e de outros indicadores na tabela abaixo.
Rentabilidades acumuladas
Nos horizontes de 12, 24, 36 e 48 meses, o dólar é o destaque com altas expressivas em todos estes períodos. Para o período de 120 meses, o dólar apresenta variação de 54,28%, enquanto ouro, Selic e CDI tiveram altas de 292,54%, 191,56% e 189,71%, respectivamente. Em 10 anos, o Ibovespa rendeu apenas 66,25%, bastante abaixo da poupança em sua fórmula antiga, com 102,99%.