09/05/2025
Recentemente viralizou um meme (muito divertido, por sinal), da influenciadora dizendo não entender como alguém escolhe ser contador e br**ca com o fato de alguns serem apaixonados ou ficarem empolgados ao "fazer um imposto de renda".
Mas o contador, realmente só lida com tributos, obrigações e "faz imposto de renda"?
Apesar de a profissão, quando no seu primórdio no Brasil, era denominada de guarda-livros, a burocracia era o foco principal da atividade.
Mas hoje, com o avançado conhecimento sobre finanças, sobre estratégia e sobre como interpretar os números, o jogo virou.
Os números surgem desde o orçamento para compra de matéria-prima e vai para além do momento de distribuição dos dividendos, passando por indicadores operacionais, como turnouver, capacidade produtiva, market share, e por aí vai.
Ou seja, o contador precisa estar atento a todo o contexto empresarial, com relações interdepartamentais, como vendas, compras, logística, jurídico, marketing e todos os demais.
Todos os setores de uma entidade, sem exceção, geram atos e fatos contábeis e que precisam - para além do registro e repasse de informações ao fisco - ser interpretados e traduzidos para os tomadores de decisões.
Desde um caminhão que está em trânsito e passará por algum posto fiscal em divisa de estado, de uma provisão de despesa que o marketing realizou, de uma contingência jurídica que surgiu, de uma perda que ocorreu no chão de fábrica, até de um reembolso de cafezinho que o vendedor tomou com um possível cliente. Tudo isso passa pela contabilidade, que é ciência que transforma esses pequenos detalhes em indicadores que nortearão o rumo das empresas.
Portanto, o contador não se limita a realizar obrigações de informativos ao governo, como declarar imposto de renda, ele é o coletor de todos os dados econômicos, o registrador e o intérprete desse emanharado de informações, que muitas vezes se resume em um slide contendo um gráfico dinâmico, onde a empresa consiga visualizar a estrada que percorre.
É sobre isso que ficamos empolgados. Fazer imposto de renda no meio do caminho, digamos, é "ossos do ofício".