17/12/2019
História de hoje: Propósito de vida: empresário ou funcionário?
Uma ex-servidora pública sonhava em tornar-se autônoma: ter liberdade de horário, trabalhar menos, não ter patrão, ser dona do próprio nariz, viajar quando quisesse e gerar mais renda.
Saiu da empresa onde trabalhava por meio de um PDV (plano de demissão voluntária).
Montou, então, um curso de inglês, pois falava fluentemente essa língua. Alugou uma loja, contratou funcionários e fez uma boa divulgação.
Entretanto, ela não pensou nas questões indiretas que estavam ligadas ao seu negócio: impostos, questões de relacionamento dos funcionários, administração da escola, conquista da clientela, administração das reclamações, dentre outros.
Era sempre a primeira a chegar e a última a sair.
Férias? Só no período dos recessos escolares, quando a instituição fechava e não quando ela achou que poderia.
Ainda assim por pouco tempo, pois sem dinheiro em caixa não era possível viajar por períodos longos.
Aos domingos, ela cuidava do que não tinha conseguido realizar ao longo da semana, pois o tempo era pequeno para atender às demandas dos estudantes, funcionários, assuntos administrativos e contábeis do seu negócio. E ela achou que ia trabalhar menos...
Além disso, ela percebeu que empreender exigia atualização, organização, dinamismo, que não eram características dela. Ela entrou numa profunda crise e buscou atendimento em função disso.
A escolha profissional é um espaço para cada indivíduo expressar-se no mundo, por isso é algo muito importante de ser decidido com cuidado.
Assim, é fundamental que a pessoa esteja em sintonia com sua essência: quem ela realmente é e o que quer desta vida. Não importa se como empresário ou como assalariado.
O mais importante é atender ao chamado da sua alma, descobrindo seu propósito de vida.
Pense se você está engajado numa profissão que faz sentido pra você!
Angélica Rodrigues Santos – psicóloga – CRP/DF 3978 e escritora