30/04/2026
Na fase de perícia contábil, os quesitos técnicos não são uma formalidade. Eles podem definir o rumo da prova.
É por meio de quesitos bem elaborados que os pontos controvertidos são corretamente delimitados, que o trabalho do Perito do Juízo é direcionado para aquilo que efetivamente importa ao processo e que se evita uma perícia genérica, incompleta ou desconectada da tese jurídica da parte.
Com o avanço das ferramentas de inteligência artificial, tornou-se comum a elaboração de quesitos de forma automatizada. A tecnologia é útil, sem dúvida. Mas ela não substitui a análise técnica de um profissional especializado.
A IA pode auxiliar na redação. Mas, muitas vezes, não identifica com precisão os pontos sensíveis da controvérsia contábil, não compreende integralmente a lógica econômica do litígio, não percebe inconsistências documentais e não formula perguntas estratégicas capazes de conduzir a prova pericial de modo efetivo.
Na prática, quesitos técnicos bem construídos ajudam o Perito do Juízo a examinar os documentos certos, aplicar os critérios adequados e responder às questões que realmente podem auxiliar o magistrado no julgamento.
Em determinados litígios, uma boa atuação técnica na fase pericial também pode antecipar riscos, demonstrar fragilidades ou confirmar inconsistências relevantes. Isso, muitas vezes, favorece a composição entre as partes, reduzindo tempo, custo e desgaste em um Judiciário reconhecidamente moroso.
Perícia contábil exige técnica, experiência e visão estratégica.
Aqui, atuamos exatamente nesse ponto: transformando a controvérsia contábil em prova técnica clara, objetiva e útil ao processo.