07/04/2020
“A minha caneta funciona” ou “você sabe com quem está falando?” são frases próprias de quem precisa se impor de forma autoritária, frente a divergências, pois teme já não ter mais a autoridade. Neste caso, acusa o “discordante” de falta de humildade, desrespeito à hierarquia e indisciplina.
A busca pelo controle absoluto das ideias do outro e a não validação do conhecimento técnico, por serem diferentes ou desinteressantes, demonstra falta de compromisso com o progresso, a ciência e o bem de todos.
Hoje é muito mais eficaz, produtivo e moderno optar por um diálogo aberto e pensar numa liderança secreta ou oculta como bem definiu Mintzberg (a partir de uma conversa com o regente Bramwell Tovey da Winnipeg Symphony Orchestra sobre o seu trabalho) que seria aquela em que o líder lidera sem parecer que está liderando, comanda discretamente percebendo as nuances, restrições e limitações e inspira as pessoas a usarem todos os seus talentos e serem a melhor versão de si mesmas.
Este modelo de líder não exige obediência do outro. Exige sim um desempenho altamente competente e também assume a responsabilidade do que está sendo feito.