22/08/2026
Simples Híbrido: não existe resposta pronta.
Com a Reforma Tributária, uma das decisões que deverá ser avaliada pelas empresas do Simples Nacional é a possibilidade de apurar IBS e CBS pelo regime regular, fora da sistemática unificada do Simples.
Mas essa escolha não pode ser feita olhando apenas para quem compra.
Se a empresa vende predominantemente para pessoas físicas (B2C), seus clientes são consumidores finais e não aproveitarão os créditos de IBS e CBS decorrentes dessas aquisições. Isso reduz um dos possíveis atrativos comerciais da opção pelo regime regular.
Isso, porém, não significa que o modelo seja automaticamente inviável para empresas B2C.
Existe outro lado da equação: de quem essa empresa compra?
A composição dos fornecedores também precisa entrar na análise. É necessário verificar os créditos que poderão ser apropriados nas aquisições, a origem dos insumos e serviços, o regime tributário dos fornecedores e quanto desses créditos efetivamente poderá ser aproveitado.
Nas operações B2B, há ainda outro elemento: o crédito que poderá ser apropriado pelo cliente pode interferir diretamente na formação de preços e na competitividade da empresa fornecedora.
Por isso, a análise deve considerar os dois lados da operação: compras e vendas.
Clientes, fornecedores, créditos de entrada e de saída, carga tributária efetiva, preços, margens e competitividade precisam ser avaliados em conjunto.
Não é B2C ou B2B, isoladamente, que define a melhor escolha.
A resposta está nos números e nas características de cada cadeia de negócios.
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